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VETERINÁRIO

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   A cinomose é uma das viroses mais severas que ocorrem nos cães. Ela acomete principalmente os animais jovens não vacinados e é altamente contagiosa. Por ter vários estágios de apresentação aonde os sintomas são semelhantes aos de outras patologias, trata-se de uma doença de difícil diagnóstico e muitas vezes este é firmado tardiamente.

   Os sinais clínicos variam de acordo com a virulência da cepa viral, condições ambientais, idade e estado imunológico do hospedeiro. O período de incubação para o surgimento dos sintomas varia de 14 a 28 dias.

1º estágio - Fase gastrointestinal: o cão apresenta nesta fase sintomas como vômito, diarréia e/ou diarréia sanguinolenta.
2º estágio - Fase respiratória: aparecem sinais como tosse, espirro e secreção nasal que pode ou não ser purulenta.
3º estágio - Fase neurológica: início das alterações semelhantes a "tiques nervosos", incoordenação motora, queda da parte posterior e convulsões.

   A doença pode obedecer a ordem acima ou pode ter início dos sintomas na segunda ou mesmo na terceira fase. Neurite óptica, corrimento ocular e deslocamento da retina podem ser detectados ao exame oftalmológico.

   Não existem medicamentos antivirais que consigam eliminar o vírus. O tratamento consiste em terapia de suporte, que vai dar ao organismo condições de combater a doença aumentando a resistência imunológica, além de evitar a desidratação e as infecções bacterianas oportunistas.

   A taxa de mortalidade da cinomose é alta, porém este fato não deve desanimar os proprietários sobretudo nos estágios iniciais da doença ou quando ela ainda é uma suspeita. Quando mais cedo a doença for detectada, maior a chance de cura.

   Os proprietários de um cão com cinomose precisam ter muita dedicação e amor com o seu mascote aliado a um acompanhamento veterinário intensivo. Na maioria das vezes, a internação é indispensável para que a terapia tenha sucesso.

   Infelizmente muitos animais sucumbem a despeito de todo o tratamento. Algumas vezes, os proprietários optam pela eutanásia quando o cão apresenta convulsões incontroláveis, pois o dano ao tecido nervoso é permanente e irreversível.

   A prevenção é feita através da vacinação dos animais jovens a partir de 6 semanas de idade, seguido de 2 doses de reforço com intervalos de aproximadamente 30 dias. Deve ser realizado um reforço anual da vacina. Evitar o contato com animais doentes é recomendado. A higiene ambiental é essencial.

   O vírus da cinomose é destruído pelo calor, por isso, em locais de clima quente, ele não persiste muito tempo no ambiente após ter sido retirado o animal doente do local, porém sobrevive por mais tempo em ambientes mais frios e durante os meses de inverno. Ele pode permanecer viável por algumas semanas à temperaturas ligeiramente superiores ao ponto de congelamento, sendo estável por meses a anos no estado congelado, sob temperaturas ultrafrias.