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CISTITE
Koala Hospital Animal

  No animal sadio, a bexiga é um ambiente estéril. Podemos chamar de cistite quando há invasão de bactérias na bexiga provenientes do meio externo através da uretra (meio ascendente) ou através de outros sistemas (infecção descendente). As bactérias mais frequentemente envolvidas são: Escherichia coli, Staphylococus aureus, Proteus mirabilis, estreptococos, Pseudomonas spp, e Klebsiella pneumoniae. É comum em cães e gatos, sendo mais susceptíveis as fêmeas adultas.

Ao exame físico, a bexiga mostra-se espessada e dolorida. O animal urina com maior freqüência e assume a postura de micção por um período prolongado, enquanto elimina poucas gotas de urina. Ocasionalmente, o animal sente dor no ato da micção. A coloração e odor da urina podem estar alterados, bem como sangue e pequenos flocos podem estar presentes. O animal pode ou não apresentar febre.

O diagnóstico é firmado através do exame de urina, sinais clínicos e cultura bacteriana da urina.

O tratamento se dá através da antibioticoterapia prolongada até que a condição se resolva completamente, e deve ter continuidade por um mínimo de 7 dias. É interessante que seja feita uma nova cultura de bactérias após ter sido encerrado o tratamento para a monitorização da possibilidade de infecção crônica e para que seja determinada a eficácia da antibioticoterapia. As urinas alcalinas podem ser acidificadas.

Ocasionalmente, o metabolismo bacteriano pode resultar em um acúmulo de gás no interior da bexiga. Esta condição ocorre com maior freqüência em cães e gatos diabéticos e é chamada de cistite enfisematosa.