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Por que os veterinários recomendam ração
Koala Hospital Animal

Desde a primeira metade do século XX, as indústrias de ração vem se aprimorando em busca de uma boa nutrição animal. Hoje, com o auxílio da tecnologia, pesquisa e facilidades de importação de matéria prima e produtos, temos à disposição no mercado rações de excelente qualidade.

Para entender as vantagens da alimentação a base de rações, é importante destacar as necessidades nutricionais de seu mascote.


Espécie
A primeira grande divisão é em relação à espécie. Cães e gatos têm necessidades nutricionais bastante distintas, cada um com suas particularidades. Alguns ingredientes indispensáveis aos gatos, como a taurina, não são encontrados em rações para cães, e o inverso também é verdadeiro. Por isso, rações de cães não podem ser dadas aos gatos e vice-versa. Isso pode parecer óbvio para alguns, mas é comum encontrarmos proprietários que dão ração de gato para cão "porque ele gosta muito". Ou ainda ouvir que a gatinha "só aceita a ração do cão". O animal, independente da espécie, apresenta durante a sua vida, fases
que devem ser respeitadas.

Filhotes em crescimento
Os filhotes necessitam de nutrientes fundamentais para seu desenvolvimento com uma proporção relativamente maior de cálcio, fósforo e proteínas do que o adulto. A digestão deve ser fácil e a ração não pode ser volumosa. As necessidades de um filhote de raça grande são diferentes de um de raça pequena. Isso é compreensível uma vez que o crescimento do primeiro se dará de forma mais acelerada. É importante salientar que o excesso de certos nutrientes é tão prejudicial quanto a sua carência. É comum proprietários de cães de raças grandes e gigantes adicionarem cálcio à dieta sem orientação veterinária. Não é raro casos de osteodistrofia hipertrófica, que acontece devido a uma hipersuplementação vitamínica e/ou mineral, que pode gerar deformidades ósseas.

Fêmeas gestantes
O apetite das mamães só aumentará após o primeiro mês de gestação, mas é importante cuidar da nutrição desde o início. Ela necessitará nesta fase, de um aporte maior de cálcio e vitaminas. Menores porções, em três ou quatro vezes ao dia, podem trazer mais conforto e facilitar a digestão.

Fêmeas lactantes
Após o parto e durante a lactação, a sede das fêmeas aumentará muito. É comum uma diminuição de apetite logo após o parto e até um emagrecimento durante este período. O aumento de cálcio deve ser mantido para evitar complicações.

Animais idosos
O aporte de nutrientes nesta fase é bastante singular. O metabolismo dos idosos é mais lento assim como a atividade física. Isso acarreta uma necessidade diária menor de calorias. Os animais também apresentam neste período processos de descalcificação (osteoporose) necessitando de um aporte
maior de cálcio.

Animais convalescentes
Existem rações específicas para determinadas patologias. Essas rações só devem ser administradas sob prescrição veterinária. Hoje já existem à disposição rações sem sódio (sal) para animais hipertensos ou cardiopatas, rações com baixa quantidade de proteínas para pacientes renais, com menor quantidade de gordura e mais fibras para animais obesos, e outras específicas para doenças como diabetes, cálculo renal, alergia alimentar, etc.


Diante de todos estes fatos, fica fácil compreender como um animal acostumado com uma dieta a base de ração será beneficiado ao longo da vida com uma nutrição que refletirá tanto na sua aparência (pele, pelagem, musculatura) como na sua longevidade e melhor qualidade de vida.

Alimentos inadequados como embutidos, doces, gorduras, frituras só podem trazer prejuízos à saúde e desconforto ao animal.

É claro que sempre é possível alimentar o cão com comida caseira, mas é necessário neste caso, determinar um balanceamento correto para cada fase nutricional, e isto é um empreendimento bastante difícil e muitas vezes ainda mais oneroso.