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Gestação - Cuidados com as Mamães
Dra. Evelise G. Oliveira Sanchez
Koala Hospital Animal - Setor de Ultrassonografia
A duração da gestação em caninos e felinos é, em média de 63 dias, com variação usual de 59 a 67 dias. Podem ocorrer gestações mais curtas em casos de grandes ninhadas. Quanto maior o desvio da média de 63 dias, maior a probabilidade de parto anormal (cesárea).

A mudança de alimentação nas fêmeas gestantes é fundamental. O ideal é iniciar uma alimentação correta e balanceada desde o cio, com ração para filhotes (níveis mais altos em cálcio) estendendo-se até o final da amamentação. A maioria das cadelas e gatas deve ganhar peso durante a gestação, sendo que a maior parte deste ganho de peso deve ocorrer na última metade do período gestacional.

A vacinação deve ser feita antes da cruza ou, em casos de gestação "surpresa", ser realizada assim que os filhotes nascerem, pois ainda haverá tempo para que os anticorpos necessários passem pelo colostro nas primeiras 06 (seis) horas pós-parto, o que é muito importante para a imunidade dos mesmos.

A gestação pode ser confirmada ou descartada através de exame ultrassonográfico, realizado em cadelas aproximadamente 21 dias após a cobertura, e em gatas até 19 - 20 dias, antes que se possa ser realizada por palpação e até 03 semanas antes da avaliação radiográfica, sem efeitos maléficos quaisquer para a fêmea e para os filhotes.

Aos 21 dias após a cobertura, em cadelas, pode-se observar a formação de vesículas gestacionais, e aos 25 dias, com maior confiabilidade, observam-se os batimentos cardíacos e início de formação de contornos fetais. Em gatas, pode-se observar batimentos cardíacos e contornos fetais aproximadamente aos 20 dias após a cobertura, e em torno de 28 dias visualizam-se os movimentos fetais.

Portanto, o exame ultrassonográfico na gestação tem grande importância na confirmação da prenhez, na determinação do tempo gestacional (avaliando a proximidade do parto), na observação da viabilidade fetal através da mensuração dos batimentos cardíacos e na contagem do número aproximado de fetos (podendo variar em torno de mais ou menos 01 feto), além de detectar algumas patologias que podem ocorrer durante este período, como a morte ou maceração fetais, ou presença de feto enfisematoso, deixando a fêmea vulnerável à infecções, podendo levá-la a óbito.
O acompanhamento pós-parto também é importante para a avaliação da involução uterina (fase de puerpério).