OLÁ PESSOAL
Hoje, vamos continuar a reconhecer as diferentes posturas e linguagem corporal de nossos cães.

POSTURAS SUBMISSAS
Existem dois tipos de submissão: ativa e passiva.

SUBMISSÃO ATIVA
Na submissão ativa o cão encolhe o corpo, abaixa a garupa com o rabo entre as pernas. A frente do corpo também é rebaixada.
A expressão facial não é ameaçadora. Todas as partes do corpo são mantidas para trás: as orelhas, os cantos da boca, os cantos dos olhos. O cão desviará o olhar, evitando manter contato visual.
O cão se movimentará de forma rastejante em frente do outro cão ou pessoa. Quando estiver nesta postura, o cão irá lamber a boca de seu superior na escala hierárquica.

SUBMISSÃO PASSIVA
Nesta postura o cão fica paralizado. Vira de barriga para cima, cauda firmemente apertada contra a barriga, cabeça virada para um lado, tentando evitar o contato visual. Poderá urinar quando nesta postura, mas não se moverá. Poderá lamber seus
próprios lábios ou nariz.

COMPORTAMENTO DE SAUDAÇÃO
Existe a saudação que ocorre entre os membros da matilha, humana ou
canina e entre estranhos em território neutro.

SAUDAÇÃO AOS MEMBROS DA MATILHA
As pessoas que convivem na mesma casa que o cão são recebidas da mesma forma que um membro da matilha. O cão abana a cauda em linha horizontal, e pode latir. Irá pular na tentativa de lamber os lábios da pessoa.
Alguns cães mostram os dentes durante a saudação. Seus lábios são puxados para trás, expondo os dentes da frente, atitude que muitas pessoas confundem com um gesto agressivo. Esta é a expressão mais próxima de um sorriso que um cão pode alcançar.
Quando cães da mesma matilha se cumprimentam, a posição da cauda indica o "status" na hierarquia social. Quanto mais alta for portada, mais superior é o cão em relação aos outros. O membro mais inferior da matilha irá manter a cauda baixa enquanto a abana, normalmente rebaixando também o corpo. É comum se ver o comportamento submisso ativo no ritual de saudação.

SAUDAÇÃO EM TERRITÓRIO NEUTRO
Quando dois cães estranhos do mesmo sexo se encontram em território neutro, apresentam uma série de movimentos padronizados, quase como uma coreografia. Se ambos os cães apresentarem um comportamento normal, e tiveram uma socialização canina adequada, aprendendo a entender e usar a linguagem corporal apropriada, o comportamento de saudação não é combativo. Irão se aproximar com curiosidade, checar o sexo e o cheiro do outro e iniciarão uma série de movimentos para estabelecer qual é o dominante e o submisso. Um deles poderá colocar sua cabeça no ombro do outro, e depois o outro poderá fazer o mesmo. Podem se mover em círculos, continuando a cheirar e estabelecer sua própria hierarquia. Então, quando o ritual estiver completado, poderão individualmente urinar (no caso dos machos) ou poderão começar a brincar juntos. Se lhes for permitido passar pela fase de saudação sem a nossa intromissão, raramente ocorre uma briga. Brigas entre cães estranhos em território neutro normalmente são causadas pela intervenção humana. O dono se assusta com a presença de outro cão e irá ou encorajá-lo a lutar ou tentará puxar o cão pela guia. A guia provavelmente é a responsável pela maioria das brigas caninas em território neutro. Quando seguramos a guia firmemente tencionada durante uma saudação, ou tentamos levá-lo para longe do outro cão puxando a guia, uma série de fatores ocorrem. Em primeiro lugar, a guia tencionada causa uma resposta agressiva. Em segundo lugar, ao puxarmos a guia para trás, inadvertidamente mudamos a postura corporal do cão. O cão poderá estar ciente que deverá mostrar submissão à um cão mais dominante mantendo uma postura corporal mais baixa, no exato momento em que seu dono puxa a guia, com isso levando a cabeça do cão para cima, aumentando sua estatura e enviando, ao outro cão a mensagem de que ele está tentando ser o cão dominante.

POSTURA DE CONVITE PARA BRINCAR
Ao convidar um outro membro para brincar, o cão abaixa a parte da frente do corpo e levanta a traseira, como se fizesse uma mesura podendo abanar a cauda que se mantém na horizontal ou acima da linha do dorso. Poderá também correr em pequenos círculos com a garupa e a cauda encolhidas.

STRESS
Mesmo não sendo exatamente uma postura, é importante reconhecer seus sinais. Quando um cão está sob stress, mantém o corpo e a cauda abaixados, orelhas e cantos da boca para trás e estará ofegando ou passando a língua pelos lábios. Um cão estressado transpira pelas almofadas plantares e dependendo do piso poderá se ver suas pegadas molhadas. As pupilas estarão dilatadas.
Quando um cão está sob stress, não poderá ocorrer aprendizado.
Os olhos do cão são um excelente indicativo de seus pensamentos.
Ao observarmos sua expressão saberemos o exato instante em que ele pensar em atacar, pois seu olhar se tornará fixo e endurecido, também saberemos reconhecer o olhar de ansiedade, alegria, súplica, chateação.
Ser capaz de reconhecer a linguagem corporal canina é fundamental. Compreender o cão nos permite lidar com ele de forma correta e inteligente, pois seremos capazes de saber o que se passa pela sua cabeça antes que seus pensamentos sejam transformados em ação. Desta forma, atingiremos o objetivo de mostrar ao cão o comportamento que nos desagrada com muito mais rapidez.

Bem, agora ficou mais fácil entender o que o nosso amigão está querendo nos dizer, não é?

Um abração para todos e até a semana que vem.

 
Onde educação se faz com diversão!
 
 
 
 
Helena A. Hestermann info@happydogs.com.br