COMO OS CÃES NÃO APRENDEM
Os cães são animais de companhia muito populares por possuírem qualidades "aparentemente humanas". São criaturas sociais que gostam de nossa companhia da mesma forma que gostamos da deles. Quando necessitamos, nos confortam e normalmente são o espelho de nosso humor.

Exatamente pelo fato de serem tão parecidos conosco as pessoas tendem a humanizá-los.
Os donos de cães normalmente possuem várias teorias sobre como o cão aprende.
As 3 principais são:

1- Teoria da Chantagem Emocional
2- Teoria da Promessa de Recompensa
3- Teoria da Ameaça de Punição

funciona mais ou menos assim:
"Como você pôde fazer isso comigo?. Eu te dou um teto, carinho, te alimento, pago todas
as suas contas do veterinário. Será que você não tem nenhuma gratidão?"
O mais doloroso para o dono é aprender que o cão não possui o sentimento da gratidão. Também não possui nenhum senso de obrigação, nenhuma consciência e faz somente o que interpreta ser de sua própria vantagem.

acontece assim:
"Se você se comportar hoje e não pular em ninguém, quando entrarem por aquela porta, eu prometo que vou te dar um sanduíche enorme. Eu sei que você gosta de sanduíche porque
fica babando toda a vez que eu como um."
Infelizmente, esta teoria também não funciona. O cão não compreende o significado de suas palavras e não será de forma alguma influenciado por suas promessas.

Finalmente temos a que é tão ineficaz quanto a anterior.
Dizer para o cão "se você não se comportar, vai ver o que é bom prá tosse"
não irá ter nenhuma influência no comportamento de seu cão. Por mais que as pessoas pensem de forma contrária, a verdade é que seus cães não são dotados dos mesmos sentimentos que nós. Os cães são extremamente inteligentes, mas não deixam de ser animais.

Muitas vezes ouvimos as pessoas dizendo: "meu cão entende tudo que eu digo" e pensa ter provas disso. "quando faz algo errado, sabe que fez o que não devia. Ele faz de propósito e quando eu chego sai de fininho com aquela cara de culpado".

Mas na verdade é a atitude do dono, principalmente sua linguagem corporal que provoca o olhar de culpa e não o que o cão fez ou deixou de fazer.

Tomemos como exemplo um cão deitado na cozinha enquanto seu dono prepara o jantar. Em cima da pia há um suculento pedaço de carne. Seu dono sai por um instante e o cão abocanha a carne. O dono retorna, e logo percebe o ocorrido "Que vergonha! Como você pôde fazer isso comigo?". O cão parece estar bastante envergonhado e o dono está convencido que o cão sabe que fez coisa errada. Mas será que ele sabe mesmo? A resposta é NÃO.
O cão entende que o dono está chateado com ele, mas não associa o fato devido à ele ter comido a carne. A cara de culpado é por causa da atitude do dono e não pelo seu arrependimento. Ele se deliciou com a carne e fará o mesmo na primeira oportunidade.


COMO OS CÃES APRENDEM
Os cães aprendem através de experiências, agradáveis e desagradáveis, vantajosas, ou desvantajosas. Aprendem principalmente pela memória. O cão tentará evitar experiências que interprete como desvantajosas a ele e irá repetir situações que o levaram a ter experiências agradáveis, as que interpreta como vantajosas a ele.

Por exemplo, se você guarda os biscoitos caninos no armário da cozinha, não importa em que lugar da casa esteja o seu cão, toda a vez que você abrir o armário lá está o Rex, vindo do nada. Ele interpreta como sendo de sua vantagem vir, assim que ouvir a porta do armário, pois sempre há a possibilidade de ganhar um biscoito.

Se por outro lado, você guarda o remédio que seu cão não gosta de tomar neste mesmo armário, é só abrir a porta que você não vai mais encontrar nem a sombra do Rex por perto.

Treinar um cão é simplesmente ensinar-lhe qual comportamento é vantajoso a ele e qual não é. O objetivo do adestramento é desenvolver a habilidade de se comunicar com o seu cão de forma a resultar em um relacionamento prazeiroso para ambos.

Provoca uma resposta voluntária do cão, obtida através de encorajamento, postura do corpo, elogios e petiscos, todos estímulos agradáveis ao cão, sendo que os mais gratificantes costumam ser os petiscos. Através da experiência o cão aprenderá que lhe é vantajoso realizar o que lhe foi solicitado.

Por exemplo, para treinar um cão a atender o chamado do dono, recompense-o com um petisco toda a vez que atender ao comando AQUI.

Pode-se definir compulsão como o ato de forçar alguém a fazer alguma coisa mesmo que não veja nenhum sentido racional em realizar tal ato.

Uma compulsão leve, como por exemplo, fazer o cão sentar-se empurrando a garupa para baixo, não precisa ser desagradável. Mesmo que ele não entenda porque está sendo obrigado a se sentar está sendo compelido à isso.

Uma compulsão forte, como por exemplo, um forte tranco no enforcador para que o cão permaneça na posição JUNTO, é muito desagradável. O cão não entende o motivo da compulsão, mas aprende rapidamente o que precisa fazer para evitá-la.

A compulsão, que também poderá ser chamada de ESTÍMULO NEGATIVO pode ser usada para treinar um cão à fazer alguma coisa que não faria por si só, e para ensiná-lo a evitar uma coisa que faria por si só, mas que é indesejável.

Cada cão tem sua própria preferência sobre o que considera agradável. Normalmente assume-se que todos os cães gostam de ser acariciados, o que nem sempre é verdade. Alguns cães simplesmente toleram os agrados físicos e outros nem ao menos suportam de recebê-los, sendo que neste caso, o fato de acariciá-los não será encarado como um estímulo positivo.

Ao se apresentar um novo exercício ao cão, deve-se usar o mínimo de compulsão necessária para se conseguir a resposta desejada. Compulsão em excesso causa apreensão, intimida o animal e prolonga desnecessariamente o tempo necessário para o aprendizado.

Por isso não se esqueçam!!! Se quiserem ensinar algo novo NÃO USEM estímulos negativos.
Já pensou se, toda vez que você errasse um exercício de matemática, o professor lhe
puxasse a orelha? Você aprenderia mais rápido????? CLARO QUE NÃO!!!!!!!!

 
ONDE EDUCAÇÃO É SINÔNIMO
DE DIVERSÃO
 
 
 
 
Helena A. Hestermann info@happydogs.com.br